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Aboprev realiza simpósio sobre produtos em saúde bucal
De 25 a 27 de setembro próximo, a
Associação Brasileira de Odontologia de Promoção de Saúde (Aboprev)
realiza o Simpósio Internacional Produtos para o Autocuidado em
Saúde Bucal – Mitos e Realidades. O evento tem o objetivo de
estabelecer uma ampla discussão sobre a adequada indicação, eficácia
e efetividade dos agentes de autocuidado para a saúde bucal. O
simpósio acontece no auditório da Faculdade de Arquitetura da
Universidade de São Paulo (FAU-USP), na capital paulista. Este
Simpósio
Informações e inscrições:
www.aboprev.com.br
- Células Tronco e Odontologia
A constante presença na mídia
acerca deste tema tem despertado a curiosidade e o interesse da
população sobre o tema. Tal interesse já se manifesta nas dúvidas
que freqüentemente os pacientes nos trazem ao consultório. Vamos
esclarecer alguns pontos:
1) A discussão hoje se dá em torno
da liberação ou não de pesquisas com células tronco de origem
embrionária. Existe uma classificação de células tronco quanto a sua
origem. Células tronco adultas, obtidas de tecidos humanos como a
polpa dentária, cordão umbilical, entre outros. Este tipo de célula
já vem sendo usada em pesquisas e tratamentos com resultados
animadores. Outro tipo de célula tronco são as de origem
embrionária, estas sim estão em discussão sobre aspectos éticos,
morais e religiosos. São obtidas através de embriões não viáveis
(que seriam descartados) mas por sua vez apresentam uma capacidade
de se diferenciar em outras células e tecidos de uma maneira mais
versátil que as células tronco adultas.
2) As pesquisas envolvendo células
tronco têm apontado a possibilidade de regeneração parcial e em
alguns casos total de lesões como no músculo cardíaco, tecidos do
sistema nervoso e estrutura óssea.
3) Na odontologia a utilização de
terapias envolvendo células tronco parecem apontar na direção dos
tratamentos que envolvem perda óssea, como na periodontia, lesões
ósseas causadas por inflamações/infecções e lesões traumáticas.
4) Quanto a reprodução total do
órgão dentário, o que seria a tão desejada terceira dentição, parece
ainda um pouco distante devido algumas particularidades como a
atrofia óssea que sucede a extração dentária, a necessidade de
formação das estruturas que sustentam o dente (ligamentos que unem o
dente ao osso e ligamentos que unem o dente a gengiva), formação do
feixe vásculo-nervoso (vasos e nervos) que nutrem e conferem
sensibilidade ao dente, bem como aspectos anatômicos ( o formato do
dente, canino, incisivo, molar) e de coloração e as relações que
deste futuro órgão dentário com dentes adjacentes (vizinhos) e
dentes da arcada oponente.
Em breve deveremos estar dando os
primeiros passos na utilização de células tronco nos consultórios
odontológicos e, se nossas autoridades, em especial nossos juízes,
autorizarem a utilização de células tronco embrionárias, seguramente
o caminho para a tão desejada terceira dentição será bem mais curto.
Este é o desejo da comunidade científica e seguramente das milhares
de pessoas que podem ser beneficiadas nas mais variadas terapias.
Fonte:
IEME Comunicação
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Radiografia dentária ajuda a
identificar osteoporose
Um estudo
realizado pelo cirurgião-dentista André Leite, da Universidade de
Brasília (UnB), mostrou que as radiografias dentárias podem ajudar
na identificação precoce da osteoporose, doença que atinge uma em
cada três mulheres acima de 50 anos.
O pesquisador
analisou 351 pacientes e verificou que aquelas com afinamento na
mandíbula tinham 15 vezes mais chances de apresentar o problema em
relação às que tinham a espessura desse osso normal. A descoberta
pode gerar economia para o Sistema Único de Saúde (SUS), que poderia
priorizar a realização de densitrometria óssea em mulheres com o
desgaste detectado pela radiografia, que custa R$ 7,00, contra R$
53,00 da densitometria óssea.
Mais informações:
www.secom.unb.br
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